- 2FA (autenticação em dois fatores)
- Uma segunda verificação no login, além da senha: em geral um código curto de um app autenticador ou uma chave física. Se a senha vazar, a conta ainda pede esse segundo fator. Código por app é mais difícil de interceptar do que código por SMS.→ 2FA em cripto: app, SMS, passkey e o que fazer com celular roubado
- BDR (Brazilian Depositary Receipt)
- Certificado negociado na B3 que representa ações de uma empresa estrangeira, como uma big tech americana. A compra é feita em reais, sem precisar mandar dinheiro para fora do país. O preço acompanha a ação original e a variação do dólar.→ Como investir em ações americanas do Brasil: guia para iniciantes
- Carteira quente (hot wallet)
- Carteira conectada à internet, como um app de celular, uma extensão de navegador ou a própria conta na corretora. É prática para transferir e negociar com frequência. Por ficar online, também é o alvo comum de ataques e phishing.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria
- Código de indicação (código de convite)
- Código digitado no cadastro que liga a conta nova a quem a indicou. O novo usuário pode ganhar desconto na taxa ou bônus de boas-vindas, e quem indicou recebe uma comissão. A maioria das corretoras só aceita o código durante o cadastro.
- ETF (fundo de índice)
- Fundo que reúne vários ativos e é negociado na bolsa como se fosse uma única ação. Com uma compra, o investidor fica exposto a um índice ou a um setor inteiro. Há ETFs que acompanham o preço do bitcoin sem que o comprador tenha as moedas.→ Como investir em ações americanas do Brasil: guia para iniciantes
- Fundo de proteção (SAFU)
- Reserva que a corretora separa para ressarcir usuários depois de um ataque hacker ou de uma falha grave. Na Binance o nome é SAFU; em outras corretoras aparece como fundo de proteção. Como é abastecido e quando paga fica a critério de cada empresa.→ Prova de reservas (PoR): como conferir a sua corretora em 2026
- Livro de ofertas (order book)
- Lista ao vivo das ordens de compra e de venda em aberto de um par, organizadas por preço. Compras ficam de um lado e vendas do outro. A diferença entre a compra mais alta e a venda mais baixa se chama spread.
- MiCA (regulamento europeu de criptoativos)
- Conjunto de regras da União Europeia para prestadores de serviços cripto e emissores de stablecoins. Quem atende usuários na UE precisa de licença, e as stablecoins precisam de reserva integral. Isso explica por que alguns tokens não aparecem em plataformas reguladas na Europa.→ O que é stablecoin? USDT vs USDC explicado para iniciantes
- Ordem a mercado
- Ordem que compra ou vende na hora, pelo preço disponível no momento. Executa rápido, mas o preço final pode sair diferente do que aparece na tela, sobretudo com pouca liquidez. Paga a taxa taker.
- Ordem limitada
- Ordem de compra ou venda que só executa no preço escolhido ou num preço mais favorável. Fica esperando no livro de ofertas até o mercado chegar lá, e pode nunca ser executada. Quando adiciona liquidez, paga a taxa maker.
- P2P (negociação entre pessoas)
- Comprar ou vender cripto direto com outro usuário, pagando por PIX ou transferência bancária. A corretora segura a cripto do vendedor em garantia até o pagamento ser confirmado. Comprovante falso e conversa fora da plataforma são os golpes mais comuns.→ P2P de cripto com PIX: custódia, golpes e como abrir disputa
- Prova de reservas
- Relatório em que a corretora mostra que os ativos sob sua guarda cobrem o saldo dos clientes. Costuma usar uma árvore de Merkle, que permite a cada usuário conferir se o próprio saldo entrou na conta. Por ser uma foto de um dia, não mostra dívidas nem o que muda depois.→ Prova de reservas (PoR): como conferir a sua corretora em 2026
- Rebate de taxa (cashback de taxa)
- Parte da taxa de negociação que volta para quem operou. Costuma estar ligada ao cadastro com código de indicação ou a um nível de volume. Pode voltar como saldo, desconto ou cupom, com regras e validade diferentes em cada corretora.
- Saque
- Tirar dinheiro da corretora, seja em cripto para uma carteira ou em reais para a conta bancária. Há taxa de saque, e a corretora pode segurar o pedido para revisão de segurança. Num saque em cripto, endereço ou rede errados normalmente não têm volta.
- Stablecoin
- Token feito para manter um valor fixo, normalmente um dólar americano. A maioria tem lastro em dinheiro e títulos públicos de curto prazo guardados pelo emissor. É usada para estacionar saldo entre operações e para enviar valores para outros países.→ O que é stablecoin? USDT vs USDC explicado para iniciantes
- Taxa de financiamento (funding rate)
- Pagamento periódico entre quem está comprado e quem está vendido nos contratos perpétuos. Serve para manter o preço do futuro perto do preço à vista. Com a taxa positiva, os comprados pagam os vendidos; com a taxa negativa, acontece o contrário.→ Futuros e alavancagem em cripto: margem, liquidação e taxas (2026)
- Taxa maker
- Taxa cobrada quando a ordem adiciona liquidez ao livro, em geral uma ordem limitada que não executa na hora. Muitas corretoras cobram menos da maker do que da taker. O percentual exato depende da corretora e do nível da conta.
- Taxa taker
- Taxa cobrada quando a ordem executa na hora contra uma oferta que já estava no livro, como a ordem a mercado. Em geral é mais alta que a maker. Quem opera com frequência sente mais essa diferença.
- USDT (Tether)
- Stablecoin atrelada ao dólar e emitida pela Tether, presente em quase todas as corretoras de cripto. As reservas são divulgadas em atestações trimestrais. Algumas plataformas reguladas pelo MiCA na Europa deixaram de listá-la.→ O que é stablecoin? USDT vs USDC explicado para iniciantes
- Volatilidade
- O quanto e com que rapidez um preço sobe e desce. Em cripto, as oscilações num mesmo dia costumam ser maiores do que em ações ou no câmbio. Mais volatilidade aumenta tanto o ganho possível quanto a perda possível.