Glossário

2FA (autenticação em dois fatores)
Uma segunda verificação no login, além da senha: em geral um código curto de um app autenticador ou uma chave física. Se a senha vazar, a conta ainda pede esse segundo fator. Código por app é mais difícil de interceptar do que código por SMS.→ 2FA em cripto: app, SMS, passkey e o que fazer com celular roubado
Alavancagem
Operar com recursos emprestados para abrir uma posição maior do que o valor depositado. Cada variação do preço pesa multiplicada sobre a margem, para cima e para baixo. Quanto maior a alavancagem, mais perto fica o preço de liquidação.→ Futuros e alavancagem em cripto: margem, liquidação e taxas (2026)
BDR (Brazilian Depositary Receipt)
Certificado negociado na B3 que representa ações de uma empresa estrangeira, como uma big tech americana. A compra é feita em reais, sem precisar mandar dinheiro para fora do país. O preço acompanha a ação original e a variação do dólar.→ Como investir em ações americanas do Brasil: guia para iniciantes
Carteira custodial
Carteira em que uma empresa, normalmente a corretora, guarda as chaves privadas pelo usuário. Basta fazer login, sem lidar com frase-semente. Se a empresa travar saques ou quebrar, o acesso ao saldo depende dela.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria · Duas corretoras e uma carteira: plano B contra hack e PIX travado
Carteira de autocustódia
Carteira em que só o próprio usuário tem as chaves privadas, com backup pela frase-semente. Nenhuma empresa consegue bloquear, e nenhuma consegue recuperar se a frase se perder. Apps de carteira no celular e carteiras de hardware são exemplos.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria · Bitget Wallet: Tutorial 2026 para Criar, Backup e Transferir
Carteira fria (cold wallet)
Carteira cujas chaves privadas ficam fora da internet, por exemplo num dispositivo de hardware. Sem conexão, um ataque remoto fica bem mais difícil. Em troca, movimentar os fundos exige mais passos.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria
Carteira quente (hot wallet)
Carteira conectada à internet, como um app de celular, uma extensão de navegador ou a própria conta na corretora. É prática para transferir e negociar com frequência. Por ficar online, também é o alvo comum de ataques e phishing.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria
Código de indicação (código de convite)
Código digitado no cadastro que liga a conta nova a quem a indicou. O novo usuário pode ganhar desconto na taxa ou bônus de boas-vindas, e quem indicou recebe uma comissão. A maioria das corretoras só aceita o código durante o cadastro.
Depósito
Colocar dinheiro na conta da corretora, seja em reais (PIX, TED, cartão) ou em cripto vinda de outra carteira. Cada forma tem taxa e prazo próprios. Num depósito em cripto, a rede de envio precisa ser a mesma que a corretora indica.→ Depósito via PIX nas corretoras: quem aceita, mínimo e prazo (2026) · Como comprar criptomoedas pela primeira vez: guia passo a passo
ETF (fundo de índice)
Fundo que reúne vários ativos e é negociado na bolsa como se fosse uma única ação. Com uma compra, o investidor fica exposto a um índice ou a um setor inteiro. Há ETFs que acompanham o preço do bitcoin sem que o comprador tenha as moedas.→ Como investir em ações americanas do Brasil: guia para iniciantes
Frase-semente (seed phrase)
Sequência de palavras comuns que restaura uma carteira de autocustódia em qualquer aparelho. Quem tem as palavras controla os fundos. Nunca deve ser digitada em site nem passada para suporte.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria
Fundo de proteção (SAFU)
Reserva que a corretora separa para ressarcir usuários depois de um ataque hacker ou de uma falha grave. Na Binance o nome é SAFU; em outras corretoras aparece como fundo de proteção. Como é abastecido e quando paga fica a critério de cada empresa.→ Prova de reservas (PoR): como conferir a sua corretora em 2026
Futuros
Contratos que permitem apostar no preço de um ativo sem ser dono dele. Nas corretoras de cripto, o tipo mais comum é o contrato perpétuo, sem data de vencimento. Dá para ganhar com a queda do preço, e as perdas podem crescer rápido.→ Futuros e alavancagem em cripto: margem, liquidação e taxas (2026)
KYC (verificação de identidade)
Verificação de identidade que as corretoras reguladas pedem antes de liberar a conta por completo. Normalmente envolve documento com foto, selfie e às vezes comprovante de endereço. Sem ela, depósitos, saques ou limites costumam ficar bloqueados.→ KYC recusado ou parado: como resolver na Binance, Bitget, Bybit e Gate
Liquidação
Fechamento forçado de uma posição alavancada quando o prejuízo consome quase toda a margem. A corretora encerra a posição automaticamente para o saldo não ficar negativo. A margem daquela posição normalmente é perdida.→ Futuros e alavancagem em cripto: margem, liquidação e taxas (2026)
Livro de ofertas (order book)
Lista ao vivo das ordens de compra e de venda em aberto de um par, organizadas por preço. Compras ficam de um lado e vendas do outro. A diferença entre a compra mais alta e a venda mais baixa se chama spread.
Mercado à vista (spot)
Comprar ou vender uma moeda com entrega imediata, pelo preço atual. Quem compra passa a ter a moeda de fato e pode sacá-la. Não há empréstimo, então a perda máxima é o valor investido.→ Como comprar criptomoedas pela primeira vez: guia passo a passo
MiCA (regulamento europeu de criptoativos)
Conjunto de regras da União Europeia para prestadores de serviços cripto e emissores de stablecoins. Quem atende usuários na UE precisa de licença, e as stablecoins precisam de reserva integral. Isso explica por que alguns tokens não aparecem em plataformas reguladas na Europa.→ O que é stablecoin? USDT vs USDC explicado para iniciantes
Ordem a mercado
Ordem que compra ou vende na hora, pelo preço disponível no momento. Executa rápido, mas o preço final pode sair diferente do que aparece na tela, sobretudo com pouca liquidez. Paga a taxa taker.
Ordem limitada
Ordem de compra ou venda que só executa no preço escolhido ou num preço mais favorável. Fica esperando no livro de ofertas até o mercado chegar lá, e pode nunca ser executada. Quando adiciona liquidez, paga a taxa maker.
P2P (negociação entre pessoas)
Comprar ou vender cripto direto com outro usuário, pagando por PIX ou transferência bancária. A corretora segura a cripto do vendedor em garantia até o pagamento ser confirmado. Comprovante falso e conversa fora da plataforma são os golpes mais comuns.→ P2P de cripto com PIX: custódia, golpes e como abrir disputa
PIX
Sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil. A transferência cai em segundos, em qualquer dia e horário. Boa parte das corretoras aceita PIX para depositar e sacar reais.→ Depósito via PIX nas corretoras: quem aceita, mínimo e prazo (2026)
Prova de reservas
Relatório em que a corretora mostra que os ativos sob sua guarda cobrem o saldo dos clientes. Costuma usar uma árvore de Merkle, que permite a cada usuário conferir se o próprio saldo entrou na conta. Por ser uma foto de um dia, não mostra dívidas nem o que muda depois.→ Prova de reservas (PoR): como conferir a sua corretora em 2026
Rebate de taxa (cashback de taxa)
Parte da taxa de negociação que volta para quem operou. Costuma estar ligada ao cadastro com código de indicação ou a um nível de volume. Pode voltar como saldo, desconto ou cupom, com regras e validade diferentes em cada corretora.
Rede (blockchain)
A blockchain por onde a transferência passa, como Ethereum, Tron, BNB Smart Chain ou Solana. A mesma moeda, por exemplo USDT, pode existir em várias redes. Enviar por uma rede que o destino não aceita pode significar perder o valor.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria
Saque
Tirar dinheiro da corretora, seja em cripto para uma carteira ou em reais para a conta bancária. Há taxa de saque, e a corretora pode segurar o pedido para revisão de segurança. Num saque em cripto, endereço ou rede errados normalmente não têm volta.
Stablecoin
Token feito para manter um valor fixo, normalmente um dólar americano. A maioria tem lastro em dinheiro e títulos públicos de curto prazo guardados pelo emissor. É usada para estacionar saldo entre operações e para enviar valores para outros países.→ O que é stablecoin? USDT vs USDC explicado para iniciantes
Taxa de financiamento (funding rate)
Pagamento periódico entre quem está comprado e quem está vendido nos contratos perpétuos. Serve para manter o preço do futuro perto do preço à vista. Com a taxa positiva, os comprados pagam os vendidos; com a taxa negativa, acontece o contrário.→ Futuros e alavancagem em cripto: margem, liquidação e taxas (2026)
Taxa de gas (gas fee)
Valor pago à rede blockchain para processar uma transação. Vai para a rede, não para a corretora nem para o app de carteira. Muda conforme o movimento da rede e varia bastante de uma blockchain para outra.→ Carteira de criptomoedas: custódia x autocustódia, quente x fria
Taxa maker
Taxa cobrada quando a ordem adiciona liquidez ao livro, em geral uma ordem limitada que não executa na hora. Muitas corretoras cobram menos da maker do que da taker. O percentual exato depende da corretora e do nível da conta.
Taxa taker
Taxa cobrada quando a ordem executa na hora contra uma oferta que já estava no livro, como a ordem a mercado. Em geral é mais alta que a maker. Quem opera com frequência sente mais essa diferença.
USDC
Stablecoin atrelada ao dólar e emitida pela Circle, empresa americana. As reservas passam por atestação de terceiros todo mês. Tem licença sob as regras do MiCA na União Europeia.→ O que é stablecoin? USDT vs USDC explicado para iniciantes
USDT (Tether)
Stablecoin atrelada ao dólar e emitida pela Tether, presente em quase todas as corretoras de cripto. As reservas são divulgadas em atestações trimestrais. Algumas plataformas reguladas pelo MiCA na Europa deixaram de listá-la.→ O que é stablecoin? USDT vs USDC explicado para iniciantes
Volatilidade
O quanto e com que rapidez um preço sobe e desce. Em cripto, as oscilações num mesmo dia costumam ser maiores do que em ações ou no câmbio. Mais volatilidade aumenta tanto o ganho possível quanto a perda possível.